Os resultados divulgados nesta sexta-feira (13) pelos bancos americanos apontam que essas instituições tiveram ganhos expressivos nos lucros no quarto trimestre do ano. O JP Morgan Chase, maior banco dos EUA, teve alta de 24% no seu lucro entre outubro e dezembro, que atingiu US$ 6,73 bilhões. Já o Bank of America registrou ganhos 50% maiores no período, de US$ 4,3 bilhões.

O quarto trimestre foi um período no qual o setor financeiro americano esteve entre os mais beneficiados pelo impulso da bolsa ocorrido depois das eleições presidenciais do dia 8 de novembro. Os ganhos com corretagem estão entre os fatores que justificam os bons resultados, segundo os bancos.

Após a vitória de Donald Trump, o índice Dow Jones, o principal indicador de Wall Street, bateu sucessivos recordes, contrariando das previsões do mercado financeiro e trazendo ganhos aos investidores.

O bom desempenho no quarto trimestre levou o JP Morgan Chase a registrar em 2016 o maior lucro anual de sua história, de US$ 24,73 bilhões, superando o recorde obtido em 2015.

Alta dos juros

O vice-presidente financeiro, Paul Donofrio, previu robusto crescimento de resultado adiante graças à alta de juros. Em dezembro de 2016, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, voltou a subir os juros da economia americana e sinalizou que fará altas maiores em 2017.

O executivo afirmou em teleconferência com analistas que o Bank of America espera produzir receita líquida de juros adicional de US$ 600 milhões no primeiro trimestre deste ano devido a juros maiores.

O banco foi a primeira instituição financeira de grande porte dos Estados Unidos a divulgar resultado trimestral depois que o Federal Reserve elevou em dezembro do ano passado a taxa de juros do país pela segunda vez desde 2006.

Nova regulação para bancos

Os dados financeiros foram divulgados uma semana antes da posse presidencial de Donald Trump, que prometeu medidas que serão bem recebidas pelo setor financeiro, incluindo uma redução dos impostos corporativos e flexibilidade em regulações.

O presidente do JPMorgan, Jamie Dimon, que integrará um fórum assessor em políticas públicas que assessorará Trump, disse em teleconferência nesta sexta-feira (13) que está otimista sobre as possíveis vantagens nas mudanças de regulações no sistema bancário com o novo governo.

Segundo Dimon, a escolha de Steven Mnuchin como próximo secretário do Tesouro indica que Trump está colocando "verdadeiros profissionais" à frente de sua futura Administração.

O banqueiro, no entanto, foi cético em relação às mensagens de Trump para reforçar o protecionismo do país, criar novas tarifas ou renegociar tratados comerciais, algo que atribuiu ao "discurso eleitoral".

* Com Reuters e Efe

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